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Marcelo Barreto
Comentário · há 3 anos
Boa tarde a todos.
Bastante interessante a abordagem feita sobre o tema "medo", principalmente por que as reações "desfalecimento" e "paralisia" não costumam ser citadas pela maioria dos especialistas no assunto. Dra. Ana Beatriz Barbosa, por exemplo. A referida psiquiatra, em seu livro "Mentes Ansiosas", deixa claro que as reações ao medo variam de intensidade e forma, de individuo para individuo, sendo que a situação exposta pelo Sr. Rômulo costuma ocorrer diante de uma situação real de ameaça ou como consequência daquilo que se conhece como "síndrome do pânico", síndrome essa desencadeada por questões fisiológicas e bioquímicas, detalhadamente explicadas no dito livro. Em relação ao tema dessa postagem, até onde entendi, não havia um risco real, não houve coação, nem ameaça. Também não ocorreu um surto de pânico, uma vez que a jovem demonstrou estar sob o total controle de suas ações/emoções, tanto que "imediatamente prestou queixa". A falta de reação, pelo que tudo indica, não foi gerada por uma reação fisiológica, mas como resultado da subjetividade amedrontada da jovem, coisa sobre a qual a companhia de transporte não pode ser responsabilizada.
Bem... Esses abusos não foram invenção do século XXI. Sempre existiram e sempre ocorrerão, uma vez que doentes e pervertidos dotados de pênis sempre andarão sobre a terra. Graças a Deus que ainda existem pessoas que compreendem que empresas não podem ser responsabilizadas pela incapacidade do indivíduo em resolver seus conflitos e confrontos. Que pessoas podem e devem estar prontas para essas possibilidades infelizes e que a luta faz parte da existência humana. Com a negativa da indenização, a magistrada deu uma "sacudida" nessa ideia, cada vez mais crescente, do vitimismo instituído onde certos grupos não passam de um punhado de "coitados (as) vitimas de...". Nessa ideia, os que nos prestam serviço, e o mundo, têm obrigações quase maternais com o indivíduo. O mínimo entendimento de uma ofensa/abuso/constrangimento, não precisa ter existido de fato, é suficiente para gerar o dramalhão, seguido do devido pedido de indenização. E nossos juízes a se ocupar na dissecação desses casos em busca do bom senso. Exemplos não faltam.
Diante do exposto só resta parabenizar a Juíza Tamara Hochgreb, não apenas pela negativa, mas, principalmente, pelo questionamento realizado quanto as atitudes da jovem. Isso gerará discussões, espero que saudáveis, e acalmará os possíveis oportunistas de “plantão”.
Um abraço.
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Romulo Barbosa de Souza

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